O amor nunca dado


Havia uma tempestade em mim
Um tormento no tempo
Houveram aquelas quedas
Antes que as asas surgissem
Eu podia lutar por devoção
Ou morrer pelas minhas mãos
Decidi me redimir pelo perdão
E retomando um caminho antigo
Perdi a vontade de voltar
Precisava ouvir minhas próprias falas
Enxergar meu destino traçado
Meu passado esquecido, minha historia
Havia um muro gigante
Construído sobre cada medo, cada falha
Você tentou escala-lo
Foi notório, um desastre
Eu queria enfrenta-los
Nomeá-los estranho, como fantasmas
Tremia no vento
Caia na chuva
Estava cansado, ferido
Em chamas me consumi
Uma verdade a ser dita
Você sentira minha falta
Um fato da vida
Não se disperse, revide
Em consequência de amar, vai doer
Um dia o muro vai cedendo
Dando lugar ao inesperado, o impossível
O jamais visto, será belo, insaciável
Havia uma vontade de viver
Um amor nunca visto
Nunca ouvido
O amor nunca dado
Será incontrolável
Desesperado
Inconsequente
E infinito