Eu sou assim
O viajante que nunca para
E ando assim por que
Tenho pressa pra chegar lá
Falando assim
Tento ser ouvido por alguém
Eu penso assim
Mesmo com sua oposição
Eu sou a conseqüência de erros
Minhas marcas nos pés indicam
O som da fúria me alerta
Me culpam pelas palavras
Mesmo não sendo o mais falante deles
Levanto com meu próprio mundo
Esse é fardo dos tolos
Essa é a vida de um morto
Então não perca tempo
Não me aconselhe
Me evite
Não me procure
Me evite
Eles já sabem e fazem o mesmo
Enquanto isso eu viajo
Andando, falando e pensando